quinta-feira, 24 de julho de 2014

Análise de um clássico... Battlefield Bad Company 2

Outro dia, li em um artigo, se não me falha a memória, foi na Gamespot, cujo título era 5 ou 10 razões do porque Battlefield Bad Company 2 foi o melhor Battlefield... Depois disso, lembrei das mais de 150 horas que tive no jogo e resolvi reinstalá-lo...

Comecei a jogar e resolvi trazer algumas considerações sobre a série (joguei todos os jogos) e em especial, Bad Company 2, o melhor jogo (DE LONGE) da série.

O fim de uma era...


Se o título parece dramático, cumpriu o objetivo. Battlefield Bad Company 2 foi mesmo o fim de uma era para a série Battlefield. Por que? Bom, deixa eu te explicar...

Conflito direto.

Battlefield antes do Bad Company 2, no PC, era um jogo lento, lentíssimo. Tu demorava uns minutos até viajar pelos cenários enormes até encontrar um inimigo e BAM, se o fdp jogasse bem, lá ia tu, novamente mais alguns minutos correndo pelo cenário...

Bad Company 2 era ágil, os mapas te levavam de cara aos inimigos por cenários do tamanho ideal, com objetivos que te levavam ao conflito direto, não a ficar fazendo rally de jipe pelo cenário.

Isso não significa que temos mapinhas de 30m² como em Call of Duty, significa que os cenários são do tamanho ideal e te levam ao confronto com o inimigo, ao invés de ficar dando voltas e mais voltas pelos cenários.

Gráficos são importantes? Sim. 
São fundamentais? Não.

Sabe que jogo é benchmarking de gráficos? Crysis... Battlefield é multiplayer, é correria, é tiroteio e explosões... Ao menos costumava ser...


A Dice/EA parece ter tentado cada vez mais, atrair novos players por seus belíssimos cenários e efeitos de explosões, chamas, fumaça e etc... Abrindo mão dos cenários quase que inteiramente destrutíveis de Bad Company 2 e enfiando goela abaixo dos players cenários enormes, belíssimos e tediosos.

Vide o cenário Paracel Storm, do quarto game, é (DE LONGE) o cenário mais lindo que já vi em um jogo multiplayer, e a mudança no clima, de céu aberto à tempestade com ondas enormes é simplesmente fantástica.

No entanto, as ilhas são distantes umas das outras e o porta aviões de onde uma equipe sai é ainda mais longe que o resto... Claro que o Megalodon é fantástico (o que? Não viu ainda?) bem como os gráficos, mas reitero... Se quero uma experiência visual, vou pro Crysis 3.

SEM MODO PREMIUM OU 9.000 DLCS

Lembram do tempo onde jogávamos horas e mais horas e evoluíamos (de forma natural) no jogo, liberando novas armas e perks sem pay-to-win? Então, que tempo bom né? Perdoem meu saudosismo, mas realmente sinto falta desse tempo...

Bad Company 2 teve apenas uma DLC, Vietnam, que mudava completamente o jogo, colocando os soldados em uns poucos mapas, com novos equipamentos e até mesmo trilha sonora. Sem falar no lança chamas... Quem não lembra daquela colina em chamas, e suas trincheiras... Quando você dobrava uma esquina e topava com aquele player com o lança chamas... O terror...

Hoje em dia, se quiser jogar o multiplayer nos melhores servers, se prepare... Eles são atualizados a cada nova expansão lançada e utilizam o conteúdo novo (nada mais natural, né?). Nenhum problema, já não tivessem sido lançadas 4 expansões para Battlefield 4, com a quinta agendada para o final do ano...

Construções realmente destrutíveis.

Nos Battlefields atuais, diversas paredes ou mesmo construções, não podem ser destruídas, seja por um tiro de T-90, seja por um bombardeio aéreo... Enquanto outras podem...


No Bad Company, o mapa chega a passar aquela sensação de que realmente passou por uma batalha, ao final da partida. Uma ou outra construção de pé ao final da partida, com escombros espalhados e aquela poeira que diminuía horrores a efetividade dos campers. (o que nos leva ao próximo ponto)

Por melhor que o camper fosse... Alguém sempre desentocava ele...

Mais uma estrela na testa do pessoal de design de cenários... Os mapas eram grandes, e tinham excelentes pontos de vantagem para campers, daqueles onde você pode fazer a diferença em um modo como o Rush, onde uma equipe tinha que avançar de dois em dois checkpoints do mapa destruindo estações de rádio.

No entando, bastava um player mais "ligado" para desentocar o camper, fosse com um bombardeio aéreo, granada ou simplesmente um rifle sniper de outro ponto do mapa.

Isso que, naquele game, a luneta da arma não ficava dando reflexo mesmo que você estivesse dentro de uma construção, do outro lado do mapa, a noite, como acontece nos Battlefields atuais...

E vamos ao ponto chave pra o título dessa análise...

Foi o último com multiplayer diretamente integrado ao jogo.

Lembra do tempo onde você podia simplesmente sair do servidor onde estava jogando e logo entrar em outro, com um load de 10, 15 segundos entre um processo e outro? Sem precisar carregar o jogo todo de novo em uma página qualquer da web sem praticidade nenhuma. Então... Em Bad Company 2, podíamos fazer isso.


Ah, mas o battlelog é muito mais prático, usando ele posso ver minhas notificações do Face e E-mails novos. [said no one ever]

Alt + TAB... Funcionava que era uma maravilha. Eu não precisava passar por 10 MINUTOS em ódio pra trocar de server, caso não gostasse dos campers, lag ou lista de mapas do server...

Não sei por vocês, mas essas razões parecem bem pesadas, pesadas o suficiente para abandonar a série... Mas... Fazer o quê? Sou fã de fps, e tenho esperança que vão voltar ao caminho certo... Então também to esperando o Hardline, que por sinal, foi adiado...

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