quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Como Contar Uma História Sem Contá-La De Fato...

"A well designed world could tell it's own story in silence"

"Um mundo bem desenvolvido pode contar sua própria história em silêncio" (tradução livre)

Hidetaka Miyazaki - Diretor de criação de Dark Souls.

Em 2011, quando Dark Souls chegou ao mercado, centenas de milhares de players pelo mundo afora ficaram confusos. O game, logo depois de uma cena maravilhosa em computação gráfica, lançava os players em um mundo cruel sem dizer muito do que estava acontecendo. Mas vamos pelo começo...


No início de tudo, na Era Ancestral, o mundo era cinza e além das árvores colossais que sustentavam o mundo, haviam apenas os dragões ancestrais... Criaturas imortais com escamas como rochas que dominavam o mundo

Então as quatro grandes almas foram encontradas, as Lord Souls.

Uma por Nito, o primeiro dos mortos... Uma pela Bruxa de Izalith, e suas filhas do caos... Uma por Gwyn, Lorde da luz do sol e seus cavaleiros... E outra, uma alma negra (a Dark Souls do título) pelo pigmeu furtivo, pai da humanidade, o qual nunca mais se ouviu falar.

Com essas almas, os "deuses" partiram em combate contra os dragões ancestrais. Gwyn arrancou as escamas dos dragões com seus raios, as bruxas de Izalith criaram colossais tempestades de chamas derrubando as árvores que (possívelmente) serviam de alimento/abrigo aos dragões ancestrais e Nito liberou um miasma de morte e doença... Com a ajuda de Seath, o dragão albino, que traiu sua própria raça, os dragões ancestrais foram destruídos, dando início a Era do Fogo.

Mas o fogo, uma hora apaga, e quando a chama começou a dançar, a Bruxa de Izalith, criadora da piromancia, tentou criar uma segunda chama. Utilizando-se de todo seu conhecimento, poderes e a sua grande alma, cercada de suas filhas e filhos, ela começou o ritual... Mas em Dark Souls não existe esperança ou histórias felizes...

A Bruxa perdeu o controle da chama... Suas filhas e filhos foram mutados em demônios de chamas, fúria e dor. Ela própria, se tornou um berço de demônios... Libertando um inferno que engoliu o reino de Izalith e povou Lordran com poderosos demônios.

Vendo toda a merda que a Bruxa fez, não restou nada ao Lorde da Luz a não ser queimar sua própria alma na primeira chama para prolongar a Era do Fogo, a Era dos deuses... Ao menos por mais algum tempo...
Então, a maldição dos não-mortos veio... E com ela, o sinal negro... Um sinal de que a Era das trevas se aproxima... Um sinal de que a alma negra, distribuída pelo pigmeu furtivo à humanidade, estava voltando...
Após a abertura que nos apresenta à esse mundo rico, nos vemos em uma cela e tão logo à deixamos, salvo o cavaleiro de Astora que encontramos no Undead Asylum e aquele sentado próximo à fogueira, em Firelink Shrine, não encontrávamos ninguém mais ali pela primeira hora que nos dissesse qualquer coisa sobre o mundo e o que estava acontecendo por ali.

O cavaleiro sarcástico de Firelink Shrine nos dizia que se tocássemos dois sinos, algo interessante aconteceria... Mas o que? E por que?

Um sino acima, outro abaixo.

Com essa breve introdução, uma base necessária a qualquer um que queira entender o que está acontecendo em Lordran, e as histórias tristes que cercam todo o reino, no primeiro capítulo da nossa série, explicarei um pouco sobre o Dragão albino, Seath... Até lá.

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