quarta-feira, 20 de agosto de 2014

O dragão que a tudo traiu - Capítulo 2

Olá companheiro undead... Neste segundo capítulo da série onde abordaremos toda a história que não é contada diretamente em Dark Souls, continuarei escrevendo sobre Seath, o dragão albino. Dessa vez, abordaremos a sua afinidade e interesse por magia e as atrocidades que praticou em seus arquivos, bem como seu total descaso com lealdade...
Naturalmente que haverão gorilhões de spoilers no texto, então, siga por conta e risco.
A introdução à nossa série está aqui. Já o primeiro capítulo da história do Dragão que traiu a tudo e a todos, está aqui.
Seath, segundo Big Hat Logan, foi o avô de toda a magia do mundo, tendo criado ele a magia que se utiliza de almas. Como pode ser observado em seus arquivos, no castelo dado a ele por Gwyn, pela traição dos demais da sua raça, os cristais tomaram conta de boa parte da construção, ocupam ainda mais lugares onde Seath permanece por mais tempo, e em seu lar, no fundo da montanha, formam um dos cenários mais belos (e perigosos) do jogo.

É seguro afirmar que Seath criou as magias relacionadas aos cristais, dadas todas essas evidências, e as descrições dos golens de cristal, que teriam sido criados por Seath em suas experiências. Encontramos o colar da princesa Dusk, logo na entrada dos arquivos do Duque, em um golem de cristal e somente assim, atraimos a atenção de Manus, para que nos leve ao passado.
Protegendo o acesso à Oolacile e à DLC, está um golen de cristal dourado, variação mais forte do golem azul, comum. Bem como uma Hydra, e diversos golens comuns.
Este golem dourado, que protege o acesso à Manus e o tempo onde o Abismo em Oolacile ainda não havia sido controlado, mantém a 
Princesa Dusk (lado) cativa... Na certa por ordem de Seath... Mas por que ele estava com ela ali ainda? Teria o golem recém deixado Oolacile e estaria à caminho dos Arquivos do Duque?
Além destes seres, uma Moonlight butterfly, um ser colossal criado por Seath, que permanece à espreita, em Darkroot Garden. Próximo do túmulo de Artorias, o guerreiro que enfrentou o Abismo e, mesmo havendo vencido, pereceu. O abismo que ficava ali, tantos séculos antes.
Mas por que essa proximidade de tantos agentes de Seath do Abismo? Seath é conhecido como o avô da magia, criador da magia convencional, uma direta troca de almas por poder... Oolacile foi berço de magias poderosíssimas também, uma magia mais indireta, mais "aberta", como Dusk nos explica, tão logo libertemos ela.
Na certa, o pesquisador e criador de uma forma diferente de magia, teria interesse em conhecer a magia de tempos imemoráveis e a oportunidade disso, quando se apresentou, não pode ser perdida.
Será que Seath percebeu a oportunidade de acessar o passado e trazer o conhecimento mágico de Oolacile para o presente? Seria esse o intuito de sequestrar a princesa Dusk, manter o colar em seus arquivos e tantas forças na área de acesso a Oolacile?
Nem todos que terminaram o jogo encontraram a outra Hydra que existe no jogo... Este segundo demônio de grande porte, é encontrado na base do mundo, próxima ao último dragão ancestral vivo. Junto também das ostras devoradoras de homens, cujas variáveis azuladas podem ser encontradas na caverna de Seath, onde ele mantém o cristal que lhe dá a imortalidade.
As ostras devoradoras de homens não são encontradas em mais nenhum ponto de Lordran e ali, em Ash Lake, parecem estar em sua forma "natural" no banco de areia que nos leva ao último dragão ancestral, imortal. Seath sabia deste dragão, é impossível que ele não soubesse já que, ou levou, ou reproduziu uma Hydra gigante em Darkroot Basin, da mesma forma que fez com as ostras devoradoras de homens, que protegem o seu cristal de imortalidade.
Assim como as borboletas da luz da lua (perdoem a tradução horrível), as ostras e os golens protegem o cristal como um exército que guarda o que de mais precioso um Rei tem. No caso de Seath, sua imortalidade.
Seath traiu seus pares, ajudou os Lordes na destruição dos demais dragões ancestrais. Mas o que buscava? A imortalidade que não tinha, por não ter as escamas dos demais? Desde então, conseguiu o cristal de imortalidade, e nas boas graças de Gwyn, Lorde da Luz, se tornou Duque, com seu próprio castelo e servos.
E Gwyn? Teria sido traído? Havel, A Rocha, preso na torre, tão próximo a Hydra e golens de cristal, parece dizer o contrário... Trancado, preso naquela torre, sabe-se os Deuses por quanto tempo. Teria ele descoberto o que Seath tentava com a Hydra, o golem dourado e a Princesa Dusk? Ou as atrocidades no castelo dos horrores que Seath mantinha?
Não, Gwyn sabia, era impossível que, de Anor Londo, tão próximo do castelo de Seath, não soubesse o acontecia ali...
Com a maldição dos não-mortos e o Dark Sign, o sinal da Alma Negra, talvez Gwyn olhasse para o outro lado, na esperança de que Seath resolvesse o problema, ou encontrasse uma forma de prolongar a Era do Fogo... A Era dos Deuses...
Não importa o que Gwyn esperava... Seath é um traidor em sua essência... Por isso transformou as duas servas de Gwynevere em Pisacas, as duas que deixam cair os milagres ensinados apenas às servas mais próximas da Deusa... Por isso Gwynevere deixou Anor Londo, medo... Medo do que Seath pudesse fazer, agora que seu pai havia feito a peregrinação à Primeira Chama...
Bem amigos, assim encerramos a primera parte dessa série, contando um pouco da história de Dark Souls, nesses dois primeiros artigos, de Seath O Sem Escamas, dragão albino ancestral, avô da magia e genocida... Até a próxima.

Um comentário:

  1. Cara, estou curtindo muito o modo como está tratando essa bélica história. Eu fui pra Ash Lake, venci a Hydra, estive com o Dragão de Pedra, e ele é imortal.

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