segunda-feira, 22 de setembro de 2014

As ruínas inundadas...

Olá pessoal, aqui estamos com o segundo post da segunda temporada de Lore de Lordran, uma passada bastante detalhada em teorias, fatos e especulações sobre a história não contada de Dark Souls, a obra prima da From Software, lançada em 2011.

Apenas relembrando, na primeira temporada, logo depois de uma breve introdução, passamos pela história de Seath, o dragão albino que traiu a todos, em duas postagens (aqui a parte 1 e aqui a parte 2). Então fizemos a viagem até Nito, o senhor da morte em Lordran.

Vimos então as tristes histórias da Feiticeira de Izalith e sua família de piromancistas. E Gwyn, o lorde da luz, nada mais que um humano, no fim das contas.

E então, entramos na segunda temporada, onde abordaremos as trevas que crescem no coração de Lordran. Na última postagem, vimos a história de Oolacile e o Abismo debaixo dela.

Explicado isso, vale a pena relembrar que naturalmente haverão gorilhões de spoilers no texto, então, siga por conta e risco.

New Londo, criada a imagem de Anor Londo, foi o orgulho de Lordran, a terra dos deuses, por ser um reino de diversidade, e não apenas deuses. Os Quatro Reis, governantes daquele reino/cidade, uma necessidade, tamanha a população e diversidade cultural.


Tamanho era o reconhecimento de New Londo e seus Quatro Reis, que o próprio Gwyn, entregou pedaços da sua Lord Soul a cada Rei, um presente divinal que já havia entregue a Seath, depois da queda dos dragões ancestrais. Uma honraria.

E por muito tempo o reino cresceu, próximo às raízes que guardavam a chama primordial. Mas conforme a chama dançava na escuridão e Gwyn, sentia que a Era do Fogo acabaria, os Quatro Reis, ainda mais próximos que ele da chama, sentiram seu poder se esvair.

Se em Oolacile, Kaathe abriu caminho para o abismo talvez pela ignorância de seus cidadãos, em New Londo, foi a ambição de seus Reis que engoliu o Reino em trevas.

Kaathe, aquele que nos encontra nas trevas e abre caminho para a Ordem dos Darkwraits. Kaathe, que nos ensina a "arte" da drenagem de vida (lifedrain), ensinou essa arte aos Quatro Reis, como uma fonte de poder tão grande, que até mesmo os deuses temeriam. E digna dos Quatro Reis, deuses humanos.

"Long ago, the Four Kings were powerful men. Only their hearts were weak. When an evil serpent, tangle the art of lifedrain before them, they were unable to resist, and became pawns of evil." - Ingward.

"Há muito tempo, os Quatro Reis foram homens poderosos. Apenas seus corações eram fracos. Quando uma serpente maligna, lhes mostrou a arte de sugar vida, eles não conseguiram resistir, e se tornaram peões do mal."


Teria Kaathe usado esse mesmo discurso em com os Quatro Reis? Não... A humanidade descontrolada nos quatro reis, aquele sifão no meio do peito das suas imagens, quando os enfrentamos, no abismo... Aquilo foi ambição... A ânsia por poder.

Podemos atestar isso ao ver o nosso próprio chosen undead, quando em status de undead, podemos ver uma cicatriz diferente na região do coração, uma cicatriz que desaparece, como as demais, quando utilizamos a Humanidade em uma bonfire. Com o desejo insaciável dos Quatro Reis, essa cicatriz aumentou até tomar o corpo destes.

Aprendemos de Kaath o poder de drenagem de vida. Todas as caveiras dos Darkwraits, seu aspecto maligno. A Era das Trevas. A mutação dos magos e cidadãos de Oolacile. Como pode a Era das Trevas, a era dos homens, ser algo bom com todos estes indícios?

No entanto, a alma negra, a Dark Soul, obtida pelo primeiro humano, no início da Era do Fogo, foi distribuída entre seus decendentes, ao contrário das demais Lord Souls, que foram utilizadas para garantir o poder. Mas a Alma Negra, ao contrário das Lord Souls, ganhou força com o passar dos séculos e a multiplicação da humanidade.

Gwyn, deparado com a seita dos Darkwraits, utilizando o Lifedrain e outras técnicas já vistas em outro reino perdido, não deu chance ao azar, não arriscaria uma nova Oolacile, não tão perto de Anor Londo, não tão perto da chama primordial.

Talvez a traição dos Quatro Reis tenha sido o que causou a ira de Gwyn.

Veja as estátuas no acesso ao abismo em New Londo, estátuas iguais àquela de Velka, que fica no Painted World of Ariamis. As armaduras dos Darkwraits (ao lado) são esqueletos, certo? No entanto suas capas e
demais tecidos parecem penas. Mais semelhanças com o mundo de Pricilla? Que tal a sua foice, "Lifehunt Scythe" que emula, em uma arma, o poder dos Darkwraits. E o corvo gigante, que nos trás do Undead Asylum?

Velka foi expulsa da terra dos deuses, seria essa sua retribuição?

Gwyn ordenou que três feiticeiros lacrassem a próspera cidade, e então, que fosse inundada. Milhões de vidas perdidas em um instante.

As pilhas de cadáveres, os fantasmas das mulheres que perderam suas vidas nas trevas, e umas poucas, ainda mais poderosas, que ainda guardam os espíritos dos próprios bebês.

Mas essa não é a única ameaça nas ruínas de New Londo, Darkwraits e criaturas disformes, na certa abominações criadas pela influência das trevas nos humanos, como acontecido com os cidadãos de Oolacile.

Os três guardiões então juraram que manteriam seu olhar atento, do topo da cidade, sobre as ruinas inundadas. Tentando se convencer, dia após dia, que o que fizeram, que todas aquelas vidas tiradas, não foram em vão.

Dois guardiões abandonaram sua missão, um desconhecido que não foi encontrado, e Yulva. Detentora de poderes curativos, Yulva abandonou seu posto de guardiã para ajudar o povo assolado pelo eterno veneno dos pântanos, em Blight Town. Seu destino, sabemos ao explorar uns poucos metros além do acesso à Blight Town pelo Vale dos Dragões.

Apenas Ingward se manteve no seu posto de guardião, pois alguém precisa contar o que aconteceu em New Londo, na esperança de evitar que a história se repita. Ingward ainda guarda a chave do selo, na esperança de que um campeão dos deuses, tome-lhe a chave e abrindo as comportas da cidade, lave seus pecados com a água impura.

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