sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Manus o Pai do Abismo

Ainda comigo Chosen Undead? Então se prepare, pois hoje temos uma descida ao coração das trevas, Oolacile.

Na primeira temporada desta série de artigos, depois de uma breve introdução ao mundo e ao que pretendo com estes artigos, abordei os protagonistas da queda dos dragões ancestrais, Gwyn, Seath, Nito e a feiticeira de Izalith.

Podia ter trabalhado de forma diferente, falando daqueles que tiveram contato com as Lord Souls e seus fragmentos, como Seath, mas aí teria que mencionar os Quatro Reis, personagem que preferi separar e trabalhar nessa segunda temporada, sobre as trevas.

Ah, se tiver a oportunidade, vou recomendar uma música, para ouvir enquanto lê o texto... Algo que pretendo fazer nos próximos artigos também.


Explicado isso, vale a pena relembrar que naturalmente haverão gorilhões de spoilers no texto, então, siga por conta e risco.


"If just by a dark serpent or no, they awoke that thing themselfs, and drove it mad. One's demise, is always one's own making." - Hawkeye Gough.

"Se por uma serpente das trevas ou não, eles acordaram aquela coisa eles mesmos e levaram-na a loucura. O destino de um, é sempre feito por ele próprio" (Tradução porca própria)

Oolacile foi um reino de conhecimento, encravado no meio da bela floresta do Rei, com técnicas mágicas avançadas e diferente dos Milagres, dos Deuses, ou das feitiçarias dos Magos. Até mesmo da Piromancia das bruxas de Izalith. A magia de Oolacile, inocente, em seu início, era utilizada até mesmo nos elevadores da cidade.


Oolacile tinha um Rei ou Rainha que foi contatado por um ser primordial, não se pode afirmar com certeza quando isso aconteceu. A criatura primordial alerta o Monarca das tentativas frustradas de Gwyn em manter a Era do Fogo, e oferece uma solução. Uma fonte praticamente inesgotável de Humanidade. Um humano, um dos primeiros humanos, enterrado nas cavernas nas profundezas de seu Reino.


Buscando apoiar seus deuses, o Monarca de Oolacile se propôs a encontrar essa fonte inesgotável de poder. O Rei ordenou que se buscasse essa tumba perdida, no ventre de Oolacile. Então, no meio das trevas, envolto em tumbas cerimoniais, encontraram uma, ao centro. A tumba do humano primordial. A tumba de Manus.


Os magos então o trouxeram até a entrada do Abismo, onde construíram uma cela para ele e armaram uma bonfire. Então, os experimentos começaram.

Os Magos de Oolacile não se contentaram em tentar apenas extrair a humanidade de Manus, mas sim replicá-la, ou transferí-la para outro humano. Um cavaleiro que até hoje se mantém na entrada do Abismo, uma última linha de defesa, corrompida pela humanidade de Manus.

Quando derrotado, este guardião do Abismo nos deixa sua armadura, uma armadura humana, leve. Em sua própria aparência, podemos ver que é um humano, amarrado por correntes em um poste.

As experiências lentamente começaram a moldar Oolacile e seus habitantes. Não foi do dia para a noite que as monstruosidades do abismo tomaram o reino, e corromperam tudo que ali existia.

Se a Princesa do Reino, Dusk, desceu à entrada do Abismo, sem conhecimento de seus pais e viu o que
estava sendo feito com Manus. Ela pode ter entregue a ele o colar, uma forma de pedir que ele resistisse ao que estivesse acontecendo ali. A maldade que todos estavam fazendo com ele.

Manus ainda era humano, quando Dusk o visitou... Ela nunca mais o veria assim...

"I still think on that creature from the abyss that prayed upon me. My faculties were far from lucid, but i quite clearly sensed certain emotions. A renting nostalgia, a lost joy, an object of obsession and a sincere hope to reclaim it. Could these toughts belong to the beast from the abyss? But if that were true, then perhaps, that was no beast after all." Dusk

"Eu ainda penso naquela criatura do Abismo que prendeu. Minhas faculdades estavam longe da lucidez, mas eu lembro claramente de certas emoções. Nostalgia, alegria perdida, um objeto de obsessão e a sincera esperança de recuperá-lo. Pertenceriam estes pensamentos à besta do Abismo? Mas se isso fosse verdade, então talvez, aquilo não fosse uma besta no final." (Tradução porca livre)

O colar é originário de Oolacile e, embora não tenha qualquer reconhecimento para os de sua era, tem um distinto ar de reverência e nostalgia. E Dusk, tendo sido prisioneira de Manus, menciona que a criatura mostrava sentimentos, que um humano estava ali, quase com pesar no coração.

Com a prisão, Manus não iria a lugar algum, e quando seu corpo não resistia mais aos experimentos, a bonfire era utilizada para trazê-lo de volta a vida. Dia após dia, sabe-se lá por quantos anos, ou décadas. Não temos como ter certeza quanto tempo a influência da humanidade dentro de Manus demorou para corromper tudo ao seu redor.

Entrada do Abismo

Então, o colar foi encontrado e tirado de Manus... A humanidade dentro de si, descontrolada, tomou forma e devorou tudo ao seu redor, engolindo Oolacile de vez, e levando Manus ao seu lugar de origem, o ventre das trevas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário