segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mascotes sumiram?


Sou fã de Sonic e da Sega. Pronto. Assumir isso já garante uma bela discussão, mas esse não será o caso aqui, quem sabe em outro momento.
No dia 23 de junho o ouriço azul completou 23 anos de existência, com altos e baixos em uma carreira que podemos considerar de muito sucesso. Seu nascimento, em 1991, aconteceu nitidamente para concorrer com o Mario e substituir a figura de Alex Kidd, jogo muito popular das plataformas da Sega.
A jogabilidade rápida, as músicas muito bem feitas e as fases coloridas e cheias de obstáculos se tornaram a marca registrada da franquia logo nos primeiros jogos, que foram um sucesso e angariaram fãs pelo mundo todo.
Nesses 23 anos vimos o Sonic em diversos jogos, de bola de pinball em Sonic Spinball, diminuindo um pouco sua velocidade em plataforma isométrica, como Sonic 3D Blast, ganhando disputas de corrida em Sonic R e Sonic & All-Stars Racing Transformed, quebrando cabeças em Sonic Shuffle, virando lobo em Sonic Unleashed. Alguns jogos amados, outros odiados e duramente criticados, mas ainda chamam a atenção para esse personagem tão carismático e conquistador.
Lembro-me como se fosse ontem o dia em que a Sega anunciou que sairia do ramo dos hardwares e só produziria jogos. Foi muito triste e muito duro ver, na minha cabeça de criança fanboy, meu mascote do coração sendo lançado em outras plataformas (porque console war é um fenômeno presente há anos na indústria). Entretanto, com o tempo e a maturidade, percebi o quanto isso era bom, pois ele continua sendo a mascote da minha empresa de games favorita e assim teve a possibilidade de continuar existindo e aumentando ainda mais seu legado. É paixão de criança que conseguiu invadir a vida adulta e se tornar presente por várias gerações, e isso não tem o que pague.
Ainda esperamos muitos jogos e jogos realmente bons de Sonic, que tenham a essência dos primeiros jogos: a velocidade, as fases desafiadoras e as músicas lindas. Claro que as inovações virão e vamos experimentá-las, ver o que agrada ou não, esperando que só venham coisas boas.
Isso nos faz lembra o seu rival Mario, que em termos de venda teve muito mais sucesso, e de tantos outros personagens que outras empresas criaram e que foram considerados mascotes por fãs dos jogos durante muito tempo.
Logo que pensamos em algumas empresas, uma mascote pode facilmente ser associada a ela, como Mega Man para a Capcom, Banjo-Kazooie e Conker para a Rare ou Rayman para a Ubisoft.
As mascotes sempre estiveram presentes, mas hoje em dia temos um quadro diferente. Com exceção dos já consagrados por anos de existência, algumas mascotes acabaram se prendendo a algumas plataformas ou gerações, como Crash, que foi fortemente associado ao Playstation, mas não vingou como mascote, provavelmente porque a Sony preferiu criar sua própria mascote, o Sackboy (que parece ter sido assumido como mascote para as próximas gerações visto o anúncio de um jogo dele para o PS4). 
Em meio a todas essas mudanças e nomes, hoje em dia não temos mais uma mascote nova com as características construídas historicamente no mundo dos games que tenham a força que os reconhecidos Mario e Sonic tiveram. E afinal, será que hoje em dia ainda há espaço para essas mascotes? As mascotes são criados para tal função ou são aclamados pelos fãs como uma digna mascote de alguma empresa ou plataforma?
Acredito particularmente que ainda há sim espaço para as mascotes. Uma figura forte e marcante em um jogo feito para crianças e adultos é algo que ainda pode conquistar, apesar de estar na contramão do que algumas empresas acreditam que seja o que dê dinheiro, como shooters aleatórios e pouco inovadores.
Espaço para a ousadia sempre existe e criar uma mascote cativante não depende somente da ousadia, mas de um projeto sério e bem feito. Claro que ainda temos espaço para as mascotes aclamadas pelo público, que conquistam seu espaço pela qualidade dos jogos e pelo carisma que apresentam, mas o novo também é bem-vindo.
Esbarramos também na grande exigência que o público apresenta hoje em dia, não é tão simples assim convencer um grande público, diverso em seus gostos e que cresceu vendo diferentes gerações e ficando mais crítico com relação a isso. As empresas sabem disso e o desafio da inovação e convencimento do público é grande e nem sempre fácil de assumir.
Ainda aguardo a existência de novas mascotes que conquistem as novas gerações como eu fui conquistada quando criança e que tragam jogos cada vez melhores.
;)

2 comentários:

  1. Hoje em dia o panorama é diferente o suficiente pra fazer duvidar que seja possível a aparição de um mascote novo com a força que eles tinham nos anos 90. Você para pra pensar em todos aqueles personagens carismáticos disputando entre si pelos fãs até a era 64bits e vem aquela forte onda de nostalgia, só que de lá pra cá os mascotes que acabam sendo associados as imagens das empresas tem esse aspecto mais sério(como foi com o Master Chief para a Microsoft, o Kratos para a Sony e os assassinos com a Ubisoft). Não que os mascotes não possam ter esse aspecto, mas, ao meu ver falta carisma na maioria deles, infelizmente :/

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    1. Bem diferente mesmo. Por isso me questionei se haveria espaço para eles, mas acredito que ainda há, só é preciso investir em um que seja tão bom quanto os outros são.
      De fato é estranho pensar em personagens mais adultos como mascotes. XD

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