segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O furtivo...

Olá pessoal, hoje é dia do terceiro post da segunda temporada da série Lore de Lordran, uma passada bastante detalhada em teorias, fatos e especulações sobre a história não contada de Dark Souls, a obra prima da From Software, lançada em 2011.

Apenas relembrando, na primeira temporada, logo depois de uma breve introdução, passamos pela história de Seath, o dragão albino que traiu a todos, em duas postagens (aqui a parte 1 e aqui a parte 2). Então fizemos a viagem até Nito, o senhor da morte em Lordran.

Vimos então as tristes histórias da Feiticeira de Izalith e sua família de piromancistas. E Gwyn, o lorde da luz, nada mais que um humano, no fim das contas.

E então, entramos na segunda temporada, onde abordaremos as trevas que crescem no coração de Lordran. Vimos a história de Oolacile e o Abismo debaixo dela, bem como o segundo berço de trevas na Queda de New Londo.
Explicado isso, vale a pena relembrar que naturalmente haverão gorilhões de spoilers no texto, então, siga por conta e risco.

Um dos maiores mistérios de Dark Souls é o justamente aquele que encontrou a Dark Souls, a alma negra que dá título ao jogo. O menos poderoso, ao menos incialmente, dos Lordes que encontraram as Lord
Souls, o Furtive Pygmy encontrou uma alma diferente daquela que seus companheiros encontraram.

Ao contrário das bilhantes almas que encontraram os Lordes, Gwyn, Nito e a feiticeira de Izalith, o Pigmeu encontrou uma alma diferente, negra.

Ao contrário dos três outros que pegaram as almas e seus poderes para si, o Pigmeu agiu diferente, não se sabe se foi altruismo, buscando dividir a Alma Negra entre os demais da sua espécie, para fortalecê-los ao longo do tempo, ou se foi por ambição. Buscando a supremacia da sua espécie ante as demais no longo prazo.

Com sua alma dividida, de forma semelhante à Gwyn, que dividiu entre seus servos e aliados mais próximos, o Pigmeu viveu diversos séculos, sobre a terra, de forma humilde, diferente dos seus pares, os Lordes.

Tendo dividido sua alma negra entre os humanos mais próximos, e estes passado a frente as suas frações da alma negra da mesma forma que seu "pai", hoje todos temos Humanidade, dentro de nós, frações minúsculas da alma negra.

O Pigmeu não fora idolatrado como uma divindade, mas sim como um pai, o pai da humanidade. Vemos isso na tumba ao centro da arena onde o enfrentamos. Uma tumba respeitosa, claramente uma honraria, mas nada ostensivo, como a tumba de Gwyn, que nem mesmo guardava seu corpo.

Por muitos séculos, o Pigmeu descansou na escuridão, tranquilo de que sua espécie viveria em paz, uma vez que teriam o poder dentro de si para desenvolverem-se.

Algumas dezenas de séculos depois, a tumba do deus da humanidade é violada e os eventos de Oolacile tem início.


"Oolacile has brought the abyss upon itself, fooled by that toothy serpent. They upgrave the tomb of primeval man. What could they've been thinking?" - Marvelous Chester

"Oolacile trouxe o abismo ela mesma, enganada por aquela serpente dentuça. Eles abriram a tumba do humano primordial. O que estavam pensando?"

No ventre de Oolacile, no meio das trevas, os feticeiros de Oolacile encontraram a tumba do humano ancestral... O HUMANO ANCESTRAL, não um humano ancestral. Todos os personagens com quem conversamos, seja Marvelous Chester, seja Gough, todos se referem a Manus como O humano primordial.

Talvez Manus fosse o nome do Pigmeu Furtivo, quando humano. Um pai, com o fascínio por um colar que bem poderia ter sido de sua mulher, o amor, o qual ele buscaria não importando a barreira. Um amor que, quando lhe foi retirado, criou um berço de trevas.

Da mesma forma que a Feiticeira de Izalith se tornou um berço de vida demoníaca, mudando tudo o que existia próximo de si e gerando novos seres do nada. Manus, se tornou um berço de vida transmutada pelas trevas da sua Humanidade, do Abismo. Mudando os humanos que viviam na cidade e até mesmo a vida nas florestas que rodeavam Oolacile.

Manus é o Furtive Pygmy, só uma alma ancestral, uma lord soul, teria tamanho poder. Que outro ser de Lordran tem poder o suficiente para viajar no tempo?

Quando damos a alma de Manus ao ninho de corvos, no Undead Asylum, recebemos o feitiço de Manus, .
"Persuers"

"The will feels envy, or perhaps love, and despite the inevitably trite and tragic ending, the will sees no alternative, and is driven madly toward its target."

"O querer sente inveja, ou talvez amor, e apesar do invitável e trágico fim, o querer não vê alternativa, e é levado a loucura em direção ao seu alvo."

Manus, ao sentir o colar próximo, mesmo que um milênio no futuro, abriu uma fenda no tempo e trouxe o chosen undead para o passado, da mesma forma que fez com Marvelous Chester, que tem a outra parte do colar.

Mas por mais poderoso que o Furtive Pygmy fosse, assim como os demais Lordes, encontrou seu fim ... Não da forma como as lendas contam, mas lendas existem para nos inspirar, não necessariamente trazer verdades.

Mas em Dark Souls, nada é definitivo...

"The Iron King's flesh was charred, and his
soul possessed by the things that lurk below." - Old Iron King Soul


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