quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Goof Troop - Análise Retrô

Durante a maratona de dia das crianças, todos os autores da Porca Flamejante lembraram seus jogos de infância. Quando o +Leandro Cirilo  me pediu para fazer uma análise retrô de um jogo, eu tinha esse game de SNES fresquinho na memória, afinal tinha gasto MUITAS horas jogando ele com minha mãe, quando era um guri remelento. Fiquem então com uma análise retrô do Goof Troop de SNES, um game da Capcom com personagens da Disney.




História

O jogo não tem uma históóóóóória assim, ele tem mais uma desculpa pra seguir. Pateta e Max saem num cruzeiro de férias, com seus amigos-vizinhos Bafo e B.J., quando um navio pirata os ataca e sequestra Bafo e seu filho. Pateta e Max seguem os bandidos, e chegam a uma ilha dominada por piratas, para salvar seus amigos.

Jogabilidade

Aqui é onde o jogo brilha. A jogabilidade é bem simples, mas responde muito bem. Os controles são bem básicos, um botão para ação (levantar ou arremessar itens, chutar blocos), um botão para usar os itens (gancho, sino, tábua, etc). O jogador pode escolher entre os dois personagens, Pateta (mais forte) e Max (mais ligeiro). O jogo fica bem complicado no modo single player, mas fica perfeito ao jogar com mais um amigo no 2-player, já que as habilidades dos personagens se complementam, e fica bem mais fácil armar estratégias para vencer grupos de inimigos, com Max servindo de isca e seu pai terminando o serviço.


O jogo não é apenas cooperativo, entretanto, já que você pode zuar seu companheiro de time atirando barris em sua cabeça, chutando blocos no outro player, etc. Especialmente quando ele está em uma situação de perigo e você quer atrapalhar, assim, pelo lulz. Não se preocupe, se ele morrer, você pode apenas mudar de tela e o companheiro volta ao jogo.


Ele possui um pouco de ação, mas seu foco é em puzzles. A grande maioria é bem simples, mas perto do fim eles vão ficando mais complexos para crianças. E sendo um jogo mais infantil, isso conta como um ponto falho do jogo (lembro de ter alugado o jogo e não conseguir terminá-lo, travando um puzzle antes do chefe final).

Música

A música é bem divertida e gostosa de se ouvir. Entretanto, são sequencias curtas, e em algum tempo você vai ficar enjoado de ouvi-las. Os efeitos sonoros como blocos quebrando ou o uso do gancho são bobos, e se deixa-los bem reduzidos fica melhor, já que eles podem ser um tanto irritantes às vezes.

Longevidade

O jogo é bem curto. Possui cinco fases, um pouco longas, mas pouco mais de três horas são o suficiente para terminar o jogo, cinco horas diretas,  no máximo, se for sua primeira vez no jogo. E não há muito no jogo que incentive a re-jogabilidade. É um jogo excelente para se alugar e jogar num fim de semana com os amigos, ou jogar via emulador, mas para comprar, talvez não seja tão bom assim por causa desse fator.

Nota final - 7.5

Com bons gráficos, musica aceitável, e jogabilidade bacana (melhor ainda ao jogar 2-players), esse jogo cumpre o que promete. A história é simples, mas naquela época não havia tantos jogos com história complexa, e nem era um requerimento para se fazer sucesso. Os grandes contras do jogo são a repetição da música e cenários, e o fato do jogo ser muito curto.

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