sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Nostalgia dos jogos - Apenas um pé de limão

Muito bem caro leitor que acompanha este blog, seguindo a linha de postagens especiais sobre o dia das crianças, faço deste meu relato sobre a época em que ainda era um pé de limão, com cabelo e um monte de quilos mais magro.


A primeira lembrança que tenho quando paro para pensar é um misto de dois jogos: Pac Man (ou come-come pros da época) e River Raid, ambos do saudoso Atari, primeiro console que tive. Lembro-me das tardes e noites que passava jogando ambos os jogos, e competindo com meu pai para ver quem conseguia a maior pontuação. A principio era o velho quem conquistava os dígitos, até que eu passei a melhorar e vencê-lo, mais por conta da falta de tempo progressiva que ele tinha para jogar do que pela minha habilidade de fato.








Passado alguns anos - e alguns jogos que mal me lembro o nome - cheguei ao SNES, mas não sem antes ter conferido e jogado á exaustão jogos de outros consoles na casa de amigos e famíliares. Road Rash foi um dos primeiros jogos de corrida que peguei, antes mesmo do Top Gear, e ele me brilhou os olhos. Pilotar uma moto e descer a porrada nos concorrentes era algo fantástico e prazeroso demais. Mas conferi também o Sonic, apesar de não ter me chamado tanta atenção assim.








Então, no SNES, conferi bons jogos, como o Super Mario World, embora até hoje eu prefira o Mario Bros 3, posteriormente adquirido numa fita chamada Super Mario All Star. Seguido de muito Donkey Kong - eu sempre repetia o rap do Diddy Kong - e F-Zero, embora eu nem gostasse tanto assim deste último. No entanto, o jogo que mais me marcou do SNES definitivamente foi o Sonic Saves Mario, um título que não faço ideia de como surgiu, mas quando eu bati o olho pensei "é isso que eu quero". Anos se passaram até eu finalmente conseguir a fita, que rendeu tanto quanto pude aproveitar.






Tantos outros jogos remontam a minha época capilar, e nomeio os que me marcaram: Maui Malard - um pato Donald aprendendo a ser ninja - Might Morphy Power Ranger - Go Go Palo Rengers! - Tartarugas Ninja não lembro qual número - Kawa-banga! - Bomberman 4 e 5 - e a tela inicial Rai, ratatain - Side Pocket  - o melhor jogo de sinuca já feito - um de uma menina e um panda que andavam pela fase tacando leques e outros trecos no japão feudal - nunca, nunca achei o nome desse jogo -  e o Rei Leão.




Não tive tantos amigos assim na infância, sempre fui mais fechado e quieto na minha, então grande parte de minha vida foi na frente do SNES na minha TV de tubão com 8 botões para os canais e um botão pra girar e aumentar a abaixar o volume. Até hoje quando lembro-me do Sonic Saves Mario me lembro da dor de cabeça que tive numa tarde que fiquei jogando na casa de um amigo, o cheiro da poeira por conta da chuva que caía e o abafado da água evaporando no asfalto. Já os primeiros dois jogos, Pac-Man, Enduro - que pude jogar, ainda que pouco - e River Raid, trazem sempre a sensação de estar perto do meu pai, de puxá-lo pra jogar comigo e o pontapé inicial pra ser quem sou nos jogos hoje. 

Engraçado parar pra pensar, mas pra cada jogo - assim como pra determinadas coisas na vida - conseguimos montar a cena completa de quando estávamos jogando-o, e nos teleportamos pra 15, 20 anos atrás, quando a sensação de sentar na frente do videogame e deixar a imaginação - melhor vga da época - tomar conta da experiência de jogo. Poderia listar mais algumas cenas que me lembro, inclusive com o cheiro que me lembro, o clima, a posição de móveis e o sentimento daquele momento, mas acho que ficaríamos aqui pra sempre, recordando as experiências ao invés de criarmos novas, sempre lembrando do início da jornada.

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