sábado, 11 de outubro de 2014

Porque jogar "de dois" é muito bom! - Especial Semana da Criança

As fotos antigas eu não encontrei, mas aqui vai uma recente: meu pai e meu irmão, em um dos vários momentos em que jogamos juntos.
Amanhã é o Dia das Crianças, com todo o seu teor capitalista e consumista que estamos carecas de saber. Então por que falamos sobre esse dia? Ora, falamos porque todos fomos crianças e tivemos experiências de medo, alegria, frustração, diversão, entre tantas outras guardadas em nossa memória. E mais: muitos de nós iniciamos nosso amor pelos games justamente na infância, por isso nada melhor do que recordar esses momentos felizes. 

Irmãos mais velhos nem sempre são um estorvo, como muitos irmãos acabam julgando. Foi meu irmão mais velho que me permitiu acesso ao mundos dos jogos eletrônico, mais especificamente com o Atari e depois com a leva de consoles e jogos que me apresentou e hoje em dia fazem parte da minha coleção pessoal. Sou eternamente grata por meu irmão e sua presença em minha vida. <3
Era muito nova quando comecei a jogar, uns quatro ou cinco anos, e as memórias dessa época são um pouco desorganizadas e confusas. Os jogos que Atari estavam presentes, mas ainda não tinha de fato tomado para mim um gosto diferente por videogames. Foi só com o Master System que o mundo mudou diante dos meus olhos.
Era esse o Master e ele mudou a forma com que eu via algo que passou a ser uma paixão que me acompanhou pelo resto da vida. Lembro muito claramente os primeiros jogos que apreciei, tanto vendo meu irmão jogar quanto jogando eu mesma, me aventurando nesse mundo que eu não tinha ideia da dimensão que abarcava. 

Foi com Alex Kidd que entendi a lógica dos jogos eletrônicos da época: enfrentar desafios sequenciais, com aumento de dificuldade progressiva, personagens carismáticos e a sensação maravilhosa de vitória ao cumprir com um desafio. Em uma época em que não se tinha save como conhecemos hoje em dia, as horas de dedicação ao jogo eram intensas e nos faziam curtir mais ainda o jogo, aproveitando-o ao máximo. Eram seis, sete, oito horas de jogatina constante e ainda deixávamos o jogo "pausado" para comer. Não sei como os consoles não explodiam! 
Alex Kidd in Miracle World era para mim o que havia de mais divertido nos jogos. A progressão das fases, os desafios de habilidade, os erros e acertos cometidos, as tentativas... Tudo era muito bom! 
Depois do Master e de tantos jogos que não vão mais sair da memória, como Paper Boy, Sonic e Mônica no Castelo do Dragão, veio o amado Mega Drive. 
No início eu jogava o Mega do meu irmão até que, um belo dia, ele trocou uma caixa de som velha por um console para mim! MEU PRIMEIRO CONSOLE. #nintendosixtyfourfeelings 

Esse foi e ainda é o meu maior chamego. Foi com ele que descobri muito jogos que marcaram minha infância por diversos motivos. Um dos motivos mais significativos com certeza foram as jogatinas em família. Uns mais, outros menos, mas todo mundo sempre jogou e se reuniu para jogar. Festas, finais de semana, não tinha algo de oficial, mas jogar sempre estava em pauta. Somos em cinco irmãos, então sempre havia uma dupla para acompanhar, por isso os jogos com co-op local foram os que mais marcaram a minha infância: Side Pocket, Columns, Streets of Rage e Golden Axe eram figurinhas carimbadas e marcavam presença sempre, tanto que meu irmão adquiriu os cartuchos, que tenho até hoje. 
Essas jogatinas sempre uniram a família e ainda jogamos quando nos reunimos. Às vezes jogamos os mais recentes, cooperativos bacanas ou competitivos que sempre nos divertem, mas antigos estão sempre por lá e quando ligamos é uma verdadeira farra! Não tem como não nos divertirmos com os clássicos, não importa quantas vezes jogamos. 
Os tempos não eram fáceis e o acesso aos jogos e às informações sobre os mesmos só vinham por meio dos amigos, das locadoras e das revistas de games. 
Eu era muito pequena e acabava sendo mais espectadora do que protagonista, meu irmão que assumia a compra dos jogos e das revistas, e eu cresci tendo acesso a elas. 

Ação Games e Super Game Power eram as mais lidas e nos ajudavam a ter uma ideia dos lançamentos, mas tudo ainda era muito às cegas. Quando um jogo interessava tinha que jogar para saber qual era a dele. Mesmo com as notas e as críticas das revistas, o que mais queríamos mesmo era jogar, experimentar, saber como de fato era o jogo. 

É com muito carinho que me recordo desses momentos que me formaram como jogadora. Claro que não listei todos os jogos aqui, ainda são muitos os que me marcaram e fizeram meu amor pelos games ser tão sólido, mas deixei aqui uma marca de infância que compartilho com muito carinho, que é estar em uma família que curte jogar e que dividiu e ainda divide muitos momentos dessa forma. 


;)




3 comentários:

  1. Respostas
    1. Muito obrigada, Rodrigo! Todo feedback é muito importante para nós! ;)

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  2. Excelente post jovem Lica, curti muito, me fez ter a vontade de experimentar alguns destes titulos do master que eu não cheguei a jogar.

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