segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Semana das Quiança...

Faaaala gente bonita!!!

Nessa semana que vai culminar em dia das quiança no Domingo, por ideia da nossa colaboradora master, Lica, vamos fazer uma série de postagens contando os jogos que nos marcaram na infância.


Jogos que nos viciaram no mundo dos games ou que tenham um significado especial, daqueles que deixam os olhos marejados.

Cada um fará o post a sua maneira, mas todos com este sentimento de nostalgia. Sem mais delongas, vou iniciar a minha "lista"

Vivemos tempos incríveis hoje, coisa que a maioria dos jovens nascidos neste novo milênio não entenderão da mesma forma que nós, aqueles mais próximos dos 30.

Os jogos da nossa infância dependiam de muita criatividade do gamer, uma vez que a experiência era limitada pelo poderio tecnológico dos poucos consoles que haviam.

Então, quando joguei DUCKTALES do Nintendinho, um dos jogos que mais me marcaram, devido a trilha sonora excelente e animação ótima do Tio Patinhas, na certa foi a minha mente que transformou aquelas animações em detalhada arte, e a trilha sonora em épicos gravados com orquestras em estúdios.

Algo que DUCKTALES REMASTERED me proporcionou de verdade, uns poucos anos atrás.


Ouvir aquele tema da fase na Lua, pela primeira vez em décadas, orquestrada, remasterizada, ainda linda. Trouxe lágrimas aos meus olhos.



Era a fase que eu nunca havia passado, naquele cartuchão, do tamanho da palma da mão de um adulto. Ter finalmente encerrado o jogo, finalmente completado o maior desafio da minha infância gamer, tantas décadas depois, foi algo único.

Naquela época os sidescrollers (corre pra direita que tá legal) dominavam o mundo, Mario já havia feito escola, encantando todo mundo e nos anos seguintes entraria na maior rivalidade do mundo dos games, ao menos na década de 90.

A primeira vez que vimos aquele encanador gordinho se agachar e arrancar um nabo para atirar naqueles inimigos estranhos, ninguém esquece.

SUPER MARIO BROS veio e mostrou como os sidescrollers deviam ser, como seus inimigos e layout de fases deveriam ser. Mostrou a trilha sonora e palheta de cores em tons pastéis que viria a ser copiada tantas vezes.

A jogabilidade que te forçava a esperar um inimigo ir, ou vir, para acertar o pulo. Ou o tempo que aquela plataforma demorava para dar a volta e chegar a você de novo.

Então, seu adversário surgiu e mudou o jogo.

SONIC THE HEDGEHOG vinha com uma palheta repleta de cores quentes, jogabilidade frenética, trilha sonora menos infantil e um clima de mascote realmente "cool".

Os gráficos, extraordinários, pra época, apenas ajudavam a compor aquele que seria o maior expoente da concorrente, Sega, nos anos seguintes.

Sonic foi um fenômeno cultural tão forte que teve sua imagem na escuderia Williams, na Formula 1. Lembram?

Mesmo tendo perdido muito de sua força nas décadas seguintes, Sonic continua no coração da maioria daqueles que foram crianças nos anos 90. Pessoalmente, acho o primeiro Sonic é melhor que qualquer Mario 2d.

Coisa muito parecida aconteceu no campo dos jogos de luta, ainda na década de 90.

STREET FIGHTER 2: THE WORLD WARRIOR se usava de estilo artístico simples, com esteriótipos pixelados para divertir com seus golpes especiais e dois rounds pelo mundo afora.


O lutador oponente era derrotado e humilhado, quando víamos a cara esborrachada de tanto apanhar, depois da luta.

Em MORTAL KOMBAT não. Já sabíamos que algo seria diferente, quando aquele monstro de 4 braços entrou na tela e jogou o logo da Acclain para o alto como se fosse nada.

A trilha sonora, misteriosa, acompanhava aqueles gráficos tão reais que chegavam a assustar.

E então, quando a mensagem "FINISH HIM" aparecia, você sabia que era o golpe final, que você ia matar aquele inimigo.

E quando você lia naquela Ação Games, Supergame, ou qualquer outra revista ou mesmo um outro moleque lhe passava o código de um fatality, você se sentia o melhor jogador da terra.



Não era um esporte, era um mate ou morra... E isso não agradou muito as mães pelo mundo afora, mas deixou todos os moleques ensandecidos para jogar o jogo mais violento do mundo.

Aliás, agora há pouco, quando mencionei a trilha sonora de SONIC THE HEDGEHOG, lembrei de outra trilha sonora que me marcou.

Joguei MEGAMAN 2 mais ou menos na mesma época que DUCKTALES, no Nintendinho ainda. Lembro do meu pai, traduzindo a história que ia sendo contada, e então quando a tela seguia o edifício, aquela música calminha, tranquila, aí víamos o herói, no topo do prédio, com cabelos esvoaçantes e um rock pesado começava, daqueles de arrepiar o pêlo dos braços.



Essa abertura nos mostrava que o herói era badass, que ele não estava ali pra salvar uma princesa ou animaizinhos, mas sim para chutar bundas.

Todas as músicas desse jogo são excelentes, mas essa abertura fica em um outro nível.

Então veio o Snes, e a nossa vida mudou. Subitamente tínhamos gráficos excelentes, com texturas, trilhas sonoras repletas de canções diferentes e finalmente, aquela sensação de velocidade frenética que os jogos de antes tentavam alcançar.

Sempre fui um apaixonado por jogos de corrida, desde a primeira vez que joguei ENDURO, no Atari do meu vizinho rico. Mas foi TOP GEAR que realmente me conquistou.

A começar por ela, Mad Racer, uma das músicas temas mais conhecidas dos games, em todos os tempos. Basta procurar no Youtube e logo encontrará centenas de interpretações extraordinárias, como essa abaixo.



Adoro a série Need For Speed mas, alguém lembra uma música tema de qualquer Need lançado? Vou facilitar, o Need Rivals, esse último lançado? Não? Ninguém?

Como podem ver pela minha lista, os sidescrollers dominaram a minha infância, e as trilhas sonoras tiveram muita relevância para que cada um destes jogos me marcassem.

Castlevania, Contra, Aladin, Megaman X, Donkey Kong, Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time, Star Wars, Metal Slug, Strider, Shinobi, Pitfall, Rei Leão e tantos outros foram homenageados, direta ou indiretamente nessa obra prima fanmade (abaixo).



No início do post disse que vivemos tempos incríveis hoje, e que a maioria dos jovens nascidos neste novo milênio não entenderão da mesma forma que nós, aqueles mais próximos dos 30.

Pode não ser a mesma experiência que passamos, mas certamente terão aquelas memórias de deixar os olhos marejados, do seu tempo de jovens gamers.

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