quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Análise - The Binding of Isaac Rebirth

Binding of Isaac: Rebirth era um jogo esperado por este autor que vos escreve, tanto pela temática bizarra quanto pelo vício em jogos Rogue-lite.
Para quem não conhece, é um game produzido pela Nicalis, e é um remake de Binding of Isaac, um game indie produzido por Edmund McMillen, em Flash.


História
A história de Binding of Isaac é baseada na história bíblica de Isaque, o jovem que seria sacrificado a Deus, pelo próprio pai Abraão, como prova de sua devoção ao Todo-Poderoso. Aqui, Abraão é susbtituido por Mom (Mãe), uma senhora devota que ouve uma voz do além, a qual ela julga ser o próprio Senhor, e começa a fazer algumas coisas pra 'purificar' seu filho Isaac:
  • remover todos seus brinquedos e coisas que o tornam corrupto; 
  • trancá-lo no quarto até que ele se arrependa de seus pecados;
  • e por fim, tirar a vida do garoto.

Ao ver a própria vida por um fio, Isaac consegue fugir para o sótão, onde enfrenta seres bizarros e deformados, indo cada vez mais para baixo.


Jogabilidade
Binding of Isaac: Rebirth é um shooter, com elementos de roguelike. Explicando: Você controla Isaac num mapa com visão isométrica, e pressiona as setas direcionais ou o analógico direito para atirar lágrimas em seus oponentes, enquanto desvia de perigos, inimigos e tiros.
A parte roguelike é a mais interessante, já que cada partida é bem aleatória, mudando completamente a posição das salas, itens, funções das pílulas, chefes e uma série de outros fatores. Isso aumenta a vida útil do jogo a uma quantidade absurda de horas, já que para fazer tudo é necessário rejogá-lo várias vezes.
Durante o jogo Isaac irá coletar itens que vão tornar seus tiros mais poderosos, ou adicionar algum efeito, poderosas habilidades recarregáveis, itens passivos, companheiros que te seguem, etc, tudo isso para te dar vantagens na luta para sobreviver à investida da Mom. Mas, se morrer, começa do início, sem nenhum item.


Algumas coisas podem ser conquistadas permanentemente, no entanto. Personagens novos podem ser desbloqueados, e certos feitos como derrotar os cavaleiros do apocalipse ou os sete pecados capitais podem liberar um item poderoso que (dependendo de sua sorte) podem estar disponíveis na próxima rodada.

Dessa vez, o jogo suporta nativamente o joystick (quem jogou o original sabe que não havia suporte anteriormente, sendo recomendado usar o JoyToKey), e na versão PS Vita ele usa a tela de toque para algumas funções. O jogo também suporta um modo multiplayer local, com dois controles, onde um jogador controla Isaac e o segundo, um minion aleatório.

O jogo possui um modo de jogo chamado Challenges, que adiciona dificuldades para o jogador, como jogar sem mapa, com itens que te dão desvantagens como remover sua sorte, etc. Cada desafio cumprido conta como um gameplay finalizado e libera mais extras para ajudar a chegar ao fim do jogo.

Por fim, caso queira desafiar um amigo, o jogo permite que você coloque seeds, que são o que definem os pontos aleatórios do jogo. Jogar com seeds iguais significa que o mapa, itens, funções das pílulas e chefes enfrentados serão bem similares aos de seu camarada.

Gráficos
O próprio Edmund McMillen dizia não gostar dos gráficos do Binding of Isaac original. Ele diz ter feito o jogo com aqueles gráficos por não ter opções decentes no flash. Agora, com uma nova engine, o jogo mudou completamente.
Os gráficos são pixelados, com uma pegada bem retrô. Não curtiu? Sem problemas, há a opção Filter, que dá uma suavizada nos gráficos e os deixa mais atual.

O jogo também roda bem mais suavemente, um pc bem mais fraco que o requerimento consegue rodar a 60fps tranquilamente, coisa que era bem dificil antes por causa do Flash limitado e pesado. Também foram adicionados novos efeitos de iluminação, ambientes mais sombrios.


Os inimigos são um tanto perturbadores, e geralmente explodem em uma poça de sangue e tripas. Os itens coletados tem um efeito visual em Isaac, desde colocar um chapéu, uma roupa, até arrancar a sua pele, olhos e transformá-lo num demônio.

Som
Infelizmente, perdemos aqui no departamento sonoro, a música comica e divertida de Danny Barandovski, que dava um clima mais light para o game. A música, embora inferior, não chega a ser ruim, mas agora dá um clima bem mais dark ao jogo.
As vozes das crianças, inimigos em geral e o próprio Isaac são um pouco perturbadoras, dá uma sensação bem esquisita ao derrotar os inimigos.


Veredicto
Binding of Isaac: Rebirth é um game indie recomendado, pela diversão, desafio, e fator replay. Há muitos personagem para desbloquear, vários finais, muitos itens e inimigos, e cada partida é única.

Nenhum comentário:

Postar um comentário