segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O Início da Jornada.

Tão logo deixamos o velho lago de cinzas, nos deparamos com o belo vilarejo de Majula, onde um ferreiro está preso do lado de fora da própria loja, e uma bela mulher fita o oceano.


“Are you the next monarc, or just a pawn of fate. Bearer of the curse, I will remain by your side, til this frail hope shatters.” – Emerald Herald.

“Será você o próximo monarca, ou apenas um peão do destino. Portador da maldição, eu permanecerei ao seu lado, até essa frágil esperança se despedaçar.”

Monarca? Chegamos ali para encontrar uma cura para a maldição que nos aflige. Só fomos trazidos ali por influência de uma senhora que nos prometeu uma cura. Ou algo próximo disso.

A Emerald Herald nos apresenta a possibilidade de, se formos capazes, tomar o trono e ressuscitar aquele Reino perdido.

E então partimos nesta jornada com a esperança de, no caminho, encontrar a cura.

Ainda em Majula, existe uma espécie de poço, onde as pessoas jogam o que não precisam mais, lixo e tantas outras coisas. Todo um outro reino subterrâneo controlado por um monarca próprio, e no mínimo, curioso.


Em frente a este poço, encontramos o humilde vendedor de armaduras e armas, que supre as necessidades daqueles não-mortos que chegam a Drangleic e traçam o mesmo caminho nós estamos fazendo.

Do outro lado do poço, a casa onde Sweet Shalquoir nos vende itens importantíssimos à nossa jornada, e nos conta muito sobre Drangleic e aqueles que habitam e habitaram o reino desde tempo imemoráveis. Mas como?

Em Dark Souls nada é o que parece, e aquela criatura não é um animal comum, e sim um descendente (ou membro da mesma espécie) de Alvina.

O acesso ao portão de fogo e a Heide’s Tower of Flame, o Reino de honra criado à imagem de Anor Londo por Flam e Gwynevere que foi tragado pela água. Pela ambição? Teria sido algo parecido com o que aconteceu com o Reino de Ferro?

Seguindo pelo caminho por entre as raízes, próximas a entrada do lago de cinzas, o caminho à floresta do rei e o castelo de Drangleic. Onde uma Rainha observa aquele Reino que continua na paz que ela própria trouxe.

E então, por uma passagem subterrânea, o caminho para a floresta dos gigantes caídos e tantas outras fortalezas que sofreram ataques incessantes dos monstros do outro lado do mar.

A Floresta dos Gigantes Caídos

O primeiro caminho da grande maioria dos aventureiros não-mortos que chegam a Drangleic, a Floresta dos Gigantes Caídos, foi palco das maiores batalhas contra gigantes de todo o reino.

Vemos diversos corpos de gigantes, onde árvores nasceram, se alimentando da força vital ainda emanada tantos séculos depois? Possivelmente.

Vemos tantos soldados não-mortos, vazios, depois do reinado de Vendrick, que permanecem, como guardiões de um reino em uma batalha que já não acontece mais há eras.

Em uma torre, dominada pela natureza ao seu redor, temos um guerreiro de Heide’s, um cavaleiro branco, esvaziado ele próprio.

Mas este cavaleiro, de Heide, não é um vazio comum. Cavaleiros honrados em vida, por influência da sua Rainha, estes cavaleiros se mantém passivos, mesmo após o vazio. A não ser que alguém o ataque.

E ali podemos ver que seres dominados pelo vazio, não agridem outros seres nas mesmas condições, pois o cavaleiro de Heide, e os soldados vazios de Drangleic que “patrulham” permanecem em eterna paz. Até a sua chegada.

Seguindo pelos túneis de ligação da fortaleza à esta torre, chegamos a primeira estrutura do que teria sido uma imponente muralha. Teriam os gigantes causado tamanha destruição?

Não demora até que chegamos à uma grande estrutura que guarda uma fogueira, e ao lado dela, uma vendedora que nos conta um pouco sobre a história daquele lugar, e da guerra dos gigantes.


“Drangleic’s been a pile of rubble since the war fought long ago. When the giants crossed the sea. Seemed like the battles were never end.” - Melentia

“Drangleic é uma pilha de escombros desde a guerra de muito tempo atrás. Quando os gigantes atravessaram o mar. As batalhas pareciam não acabar nunca.”

A vendedora comenta ainda que dizem que as árvores que hoje formam a Floresta dos Gigantes Caídos se formou das carcaças de cada gigante caído ali, com a vida crescendo das suas entranhas.

A base desta construção dominada por chamas, a entrada do que foi um castelo. No nível do solo, uma espécie de lagarto em chamas, e diversas torrentes vindas das profundezas.

Esta fortaleza caiu sobre essa invasão de lagartos, se os soldados que guardavam a fortaleza já eram vazios quando isso aconteceu, é um mistério.

Seguindo pelo único caminho aberto, chegamos à uma área mais aberta, repleta de soldados caídos e logo além, um pesquisador que chegou a Drangleic como nós, como uma mariposa atraída para a chama.

Beirando o vazio, este pobre pesquisador usa de todas as suas forças para lembrar o que veio fazer em Drangleic, e nos conta que estabeleceu residência na mansão em Majula.

Depois de uma conversa mais extensa, ele nos entrega a chave da mansão enquanto nos avisa que ouviu ruídos vindos do interior da construção.

Nesta mansão existe um misterioso mapa, encrustado na rocha do chão do subsolo. A cada monstro de alma superior destruído, uma nova chama se acenderá neste mapa.

Se aventurando ainda mais pelo interior da mansão, se encontra uma Lord Vassel despedaçada, item que era utilizado em Lordran para permitir o livre acesso a qualquer fogueira já acesa pela terra.

Continuando pelas áreas fortificadas da Floresta dos Gigantes Caídos, chegamos a um pátio, construído mais ao alto, onde temos o primeiro vislumbre do que será a jornada por Drangleic.

Um cavaleiro de armadura completa é deixado como uma carga por uma águia gigante. Se utilizando de espada e escudo gigantes, este guerreiro é encarregado de perseguir e destruir não-mortos, principalmente aquele marcado pela maldição. O Chosen Undead.

Criado por Nashandra, o Persuer conta com o ataque que pode amaldiçoar o humano que estiver à sua frente, algo que Vendrick, temeroso quanto à maldição, jamais faria, ou permitiria que Aldia fizesse.

No entanto, essa foi uma modificação criada por Nashandra, depois da queda de Vendrick, para aumentar o número de não-mortos que pudessem vir a tomar o trono de Drangleic.

Seguindo pelo caminho, chegamos à uma encruzilhada com três caminhos, à direita, que nos leva à um depósito secreto e armadilha para não-mortos incautos.

A frente, uma caminho diferente, onde um guerreiro descansa. Seu nome é Pate, um lanceiro viajante que diz que o desafio a frente é demais para ele. Depois do aviso, diz para seguirmos com cuidado.


Curiosamente, quando passamos pelos portões, eles se fecham atrás de nós e três guerreiros vazios nos atacam. Depois de passar por uns poucos guerreiros e voltar ao portão, pelo lado de fora, encontramos Pate, na mesma posição.

Impressionado em nos ver com vida, ele não altera a voz e nos congratula pelas nossas habilidades, entregando ainda um pedaço de pedra sabão, que podemos usar como link para outros mundos e tempos.

Seguindo pela esquerda, na encruzilhada que nos trouxe até aqui, atravessando um grande portão, chegamos a frente de um cavaleiro de armadura semelhante à uma tartaruga, um cavaleiro de ferro.

Antes de enfrentarmos este cavaleiro, logo após passarmos o portão, podemos seguir a direita até encontrarmos o corpo de um gigante, de onde uma árvore se alimenta e parece crescer.

Passando pelo cavaleiro de ferro, seguindo a esquerda, temos acesso ao outro lado da fortaleza dominada pelos lagartos em chamas, e um elevador.

Este elevador nos leva ao subsolo, por onde caminhamos uns poucos metros até chegarmos a uma parede de fumaça. Além desta, o Último Gigante.

Enquanto a batalha irrompia acima, e os gigantes destruíam tudo em seu caminho, um gigante em particular, diferente da maioria, estava em grilhões, e conseguiu se soltar, atacando todos ao seu redor.

Com diversas espadas e armas presas ao seu corpo, este gigante perdeu o controle ao ponto de destruir o próprio solo sob seus pés, e cair sobre uma formação rochosa abaixo, que atravessou seu peito, enquanto outra atravessou seu braço, o prendendo para sempre.

Exausto, não restou ao gigante nada além de desistir. Mas por quanto tempo teria aquele monstro colossal lutado contra seu estado? Com um acesso tão fácil, teriam os humanos daquela fortaleza se utilizado de correntes e os grilhões já postos para prender o gigante ali, e continuar experiências que já tivessem feito, na superfície?



É impossível não notar a semelhança entre o Lorde Gigante, e este Último Gigante, ambos, de corpo mais esguio, e altos que qualquer outro encontrado por Drangleic.


Seria isto que Vendrick roubou dos gigantes, uma esposa, ou filho do Rei dos Gigantes? Algo que trouxe para Drangleic e, mantendo sob grilhões, fez experiências, junto de seu irmão, Aldia?


"My Lord made magnificent findings on souls… An accomplishment for the ages… The King crossed the ocean… And defeated the Giants, with the Queen at his side. The King commandeered their power… And created the Golems. With the Golems, the king created this castle. To celebrate victory… And to show his love, his gratitude to his Queen…" - Chancellor Wellager

"Meu Lorde fez magníficas descobertas em almas... Um realização para as eras... O Rei cruzou o oceano... E derrotou os Gigantes, com a Rainha ao seu lado. O Rei se apropriou do poder deles... E criou os Golens. Com os Golens, o Rei criou este castelo. Para celebrar a vitória... E mostrar seu amor, sua gratitude a sua Rainha..."

Os golens criados por Vendrick, que construíram o castelo de Drangleic, são muito semelhantes aos Gigantes, na certa o segredo de animação de pedaços brutos de rocha foi extraído deste gigante, que além de ser sequestrado, sofreu experiências por sabe-se lá quanto tempo e quando conseguiu se libertar caiu nas trevas, ficando preso novamente.

Quando você atravessa a parede de fumaça, e o Último dos Gigantes, que depois de passar por tudo isso, vê um humano, depois de tantos séculos, o ódio é tamanho que a dor é esquecida. E só o ódio resta.

Na certa o Último Gigante ouviu o último urro de dor do Lorde Gigante, seu pai (ou marido), tão próximo, quando um guerreiro o destruiu. Tão próximo de estarem juntos novamente.

Não foi o pilar que o atravessou durante a queda que o parou, ou a estalactite que atravessou seu braço, ou os escombros que prenderam seu outro braço. Foi aquele grito de dor.

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