segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O que eu joguei em 2014? - Gakuma Edition

2014 foi um ano louco... Seja nas notícias, seja no mundo dos games, foi ano em que tivemos a nova entrada de franquias consagradas e mudanças bastante fortes em franquias de peso, como Call of Duty Advanced Warfare, que incorporou TitanFall e trouxe Kevin Spacey para tentar atualizar a franquia.

Por mais que inovasse nas mecânicas, elenco e história, Advanced Warfare não chegou nem perto do playground de destruição supremo dessa nova geração.

Por convite do dono do Lugar de Nerd, a Porca Flamejante, no seu primeiro ano de vida, vai participar do MeMe Gamer, aquela retrospectiva saudável de tudo que de melhor, ou pior, os editores do site jogaram em 2014...

Melhor que especial de final de ano do Roberto Carlos né?


Todo mundo aqui sabe que sou PC gamer já há muitos anos, e não faz muito tempo que comprei um Xbox 360, pra jogar uma ou outra coisa que não sai pra PC. Então, com exceção de GTA V que joguei no 360, todos os títulos daqui são pra PC.

FAR CRY 4

A Ubisoft acertou tanto no terceiro game da série que resolveu apenas trocar os templates gráficos para a região do Himalaia, adicionar mais animais, e diminuir o número de vilões principais... Ou vai dizer que você se importava com Hoyt, no terceiro game? Claro que não, todos nós pagamos para ver o show de Vaas.

Pagan Min é sádico como Vaas, mas mais controlado, e ao meu ver, ainda mais perigoso por isso. Fato é que, a Ubisoft está dando aula de como criar vilões carismáticos na série Far Cry.

Claro que a aventura não é livre dos clichês, e das amarras de história que te dão duas opções, mas nenhuma liberdade para interpretação. É sim, ou não, não existe talvez na história de Far Cry 4.



Com gráficos lindos, trilha sonora empolgante e um dos melhores trailers de todos os tempos nos games, Far Cry 4 é o melhor game da série até então.

Dragon Age Inquisition

Já fazia anos que não recebíamos um novo Dragon Age, desde 2009, ao meu ver, já que aquele segundo game foi uma decepção tão grande. Neste ano a Bioware resolveu acertar as coisas e nos brindou com o melhor RPG do ano... Nenhuma novidade, vindo da empresa que nos trouxe Knights of the Old Republic e Mass Effect.

Dragon Age Inquisition apresenta Ferelden E Orlais, continentes do primeiro e segundo game, uma guerra entre magos e templários, uma nova ameaça dos Darkspawns e muito mais para te manter entretido por várias dezenas de horas.

Temos uma análise completa na edição 4 do jornal A Porca.

Tá vendo esse belíssimo cenário com neve? Quarenta horas de jogo e ainda não cheguei nele...

Com o uso da belíssima Frostbite Engine 3, de Battlefield 4, os gráficos estão realmente excelentes. Algo que se repetiu em outro jogasso do ano.

Plants vs Zombies Garden Warfare

Pra você aí que achava que ia ser só mais um caça níquel usando uma das melhores franquias dos últimos tempos... Erramos feio heim.

Com um shooter divertidíssimo, Garden Warfare tirou as plantas do tower defense e às colocou em um TPS no melhor estilo Team Fortress 2, mas MUITO melhor. Com jogabilidade fluída até mesmo nos controles e uma penca de habilidades e customizações, ao invés de só chapéus.



Uma salva de palmas a parte pro primeiro trailer lançado que foi hilário.

Bioshock Infinite

O jogo não foi lançado este ano, eu sei, mas depois da decepção que foi Bioshock 2, acabei não comprando ele no lançamento. Pra ser mais exato, ganhei no natal de 2013, e mesmo depois de ter ganho, não abri o jogo por diversos meses.

Foi ao me deparar com o primeiro trailer para a TV, quase um ano depois do lançamento, que tive vontade de experimentar o jogo, em boa parte, pela música Beast, da banda Nico Vega.



Infinite veio como uma borracha e apagou totalmente da minha memória o fiasco que foi o segundo game, ofuscando até mesmo a obra prima que foi o Bioshock original.

Claro que não temos um vilão tão carismático quanto Andrew Ryan, mas ainda assim, a história de Booker DeWitt e a adorável Elizabeth por Columbia, a cidade voadora é única. Com um plot twist bastante previsível no final, mas ainda assim, estupendo.

Obs. Optei por não jogar as dlcs... Acredito que obras primas não precisem de extensões.

Aqui tem uma crítica completa sobre o título.

GTA V

Ao contrário da maioria dos fãs da série, ou mesmo os não fãs, não me impressionei pelos primeiros trailers de GTA V. Me parecia apenas uma atualização gráfica do GTA 4, já que o motor gráfico é o mesmo, apenas atualizado.

Tudo o que vi nos trailers parecia não justificar o número 5 no título, todos sabemos que GTA é melhorado e otimizado em dois títulos para que então se lance a próxima revolução... Não havia percebido?

GTA III / GTA Vice City / GTA San Andreas
GTA IV / GTA... Exato, duas expansões, uma com foco em motocicletas e outra em atividades novas... Nenhum jogo completo.

Não que as dlcs tenham sido ruins, ao contrário, a história do clube de motoqueiros é excelente, o problema é que me pareceu faltar esse elo de ligação, onde o quarto título fosse otimizado ao máximo, como aconteceu com GTA San Andreas, em relação ao III.

Fato é que, a Rockstar não podia mesmo colocar outro nome que não GTA V. O jogo realmente revolucionou muita coisa, e graficamente, é impossível um jogo ficar tão belo na velha geração.



Joguei ele no Xbox 360 e ainda me impressiona quando chove ao final da tarde. Os efeitos de reflexo, no asfalto molhado, nos carros, é simplesmente impressionante e só me faz esperar ainda mais pela versão de PC, que finalmente será lançada em Janeiro.

A propósito, você viu o documentário sobre a vida marinha em Los Santos?

The Sims 4

Sim, sim, gosto muito de The Sims. Acompanho a série desde o segundo game, sempre tentando conseguir todas as expansões, e perco horas e mais horas vendo aquelas criaturas carismáticas passando por perrengues diversos e melhorando seus lares.

The Sims 4 veio com algumas revoluções já pedidas pelos fãs há muito tempo, como alterar a altura de construções, escadas na diagonal e tantas outras, mas a chave de ouro foi justamente o que me deixou de cabelo em pé no lançamento. Não haviam piscinas...

COMO ASSIM, PISCINA VAI SER DLC EA FDP... Ah não, pera... Foram lançadas como uma atualização grátis que permite até mesmo construção em segundo ou terceiro andar... EA, te amo queridona.


Para aqueles como eu, que adoram o modo de construção e podem passar horas, se preparem, pois além desta, temos a opção de baixar gratuitamente da comunidade cômodos ou casas prontas, criadas por outros players (não preciso dizer que a cópia tem que ser original, né?).

South Park: The Stick of Truth

Relutante, por não suportar mais o gênero de RPG por turnos e achar as piadas da série meio exageradas, demorei muito a jogar essa pérola dos games, e a melhor adaptação DE LONGE de uma série de TV.

O trabalho de dublagem mantém o padrão alto da série, e me peguei chorando rindo com Jimmy, o bardo gago...


Seja a customização do personagem, a escolha de classe, as skills, as vacas nazistas, as sondas anais, as piadas contra judeus, South Park pega o moralismo e afoga em uma banheira de humor sujo e negro no nível que só a série consegue manter.

Alien Isolation

Essa maravilha retro-tecnológica foi lançada já no segundo semestre e tomou todos os fãs de Alien O Oitavo Passageiro de assalto, e causou fúria nos fãs de Aliens O Resgate. Por que, vamos combinar, o mundo se divide entre os fãs do primeiro e fãs do segundo filme... Desculpe, é assim mesmo que se divide o mundo.



Com uma pegada mais de horror, ao invés da ação exagerada de todos os outros títulos da série, Isolation te põe no papel de Amanda Ripley, sim filha de Ellen.

Já faz algum tempo que se perdeu contato com a Nostromo, e Amanda nunca deixou de procurar pela mãe, sempre procurando trabalho próximo à área de último contato da Nostromo, agora, a caixa preta da espaçonave foi encontrada, e possivelmente o paradeiro de Ellen.

A jornada de Amanda pela Sevastopol é linda, com tudo remetendo a tecnologia retro, que foi imaginada por Ridley Scott e sua equipe em 1979, e respeita ainda mais o cânone criado por ele, naquele único filme.

O Alien é a ameaça suprema da estação espacial, indestrutível, mortal. E isso enfureceu a maioria dos jogadores, que esperava ter ao menos uma chance, frente a frente com o monstro...

Para estes jogadores, deixo o diálogo entre Ripley e Ash, no primeiro filme.

Ripley - "How do we kill it Ash? There's gotta be a way of kill it. How? How do we do it?
"Como nos matamos aquilo Ash? Deve haver um jeito de matá-lo. Como? Como nós fazemos?"

Ash - "You don't."
"Você não faz"

Parker - "That's bullshit."
"Isso é besteira"

Ash - "You still don't understand what you're dealing with, do you? Perfect organism. Its structural perfection is matched only by its hostility"
"Você ainda não entende com o que está lidando, entende? Organismo perfeito. Sua perfeição estrutural só é igualada pela sua hostilidade"

Dark Souls II e a Trilogia das Coroas Perdidas

Assim como muitos fanáticos pelo primeiro jogo, torci o nariz para o produto final que a From Software me trouxe. Um downgrade absurdo nos gráficos, desde o último trailer, uma história bastante superficial e jogada na nossa cara desde os primeiros minutos em Drangleic... Aquilo estava fadado a ser um fiasco.

Na primeira vez que cumpri minha jornada por Drangleic, empurrei por muito tempo, me obrigando a terminar, sem nenhum prazer durante a jornada, exceto pelas batalhas empolgantes contra a Carruagem e o Cavaleiro do Espelho.

Claro, os cenários continuavam magníficos, as boss battles, em sua maioria, continuavam épicas... Ainda sentia-se que aquilo era Dark Souls, mas em uma Arcade Edition. Por isso escrevi essa crítica, sobre ele.

Então terminei a segunda vez, NG+ e algumas coisas começaram a aparecer sob a superfície calma de Drangleic. E sabe quando a pulga de trás da orelha começa a falar e você começa a prestar mais atenção? Foi o que aconteceu.

A série de Lore de Drangleic começou a tomar forma, assim como o Lore de Lordran, (de Dark Souls 1) que já estava em andamento e então, a Trilogia das Coroas  Perdidas teve início, com o reino inundado, Shulva e a história do dragão dormente.


A dificuldade elevada, os labirintos intermináveis, os inimigos, muito mais poderosos que qualquer desafio fora do reino inundado... Dark Souls voltava a ser Dark Souls.

Não demorou até que o acesso até a Torre de Ferro, e o Reino Branco fossem abertos, e encontrássemos a maior parte das peças do quebra cabeça que faltavam.

A história dos Reis, suas Rainhas, seus cavaleiros... Dark Souls 2 havia estabelecido um lore ainda mais rico que o do primeiro game, e ascendeu ao status de obra prima.

Estes foram os melhores títulos que joguei em 2014, até poderia rosnar com alguns outros, mencionando as decepções como The Crew que prometeu mundos e fundos e afundou em sua jogabilidade arcade sem graça. Ou Assassin's Creed Unity, a nova entrada da Ubisoft em criar o jogo mais cheio de bugs da história... Mas prefiro me ater ao que o ano nos trouxe de bom, né?

Um comentário:

  1. Parabéns pelo post @gakuma, ficou bem foda mesmo. Graças à esse post me sinto cada vez mais "Obrigado" a jogar Far Cry ¬¬

    Merda, eu já tava com o 2, 3 e 4 aqui parados. Era só baixar o 1 mas agora você vem e faz isso. Poxa vida.

    Mas de todos aí o que eu mais quero jogar ainda é o South Park, quase viro do avesso de tanto rir dessa porra, preciso jogar mas também preciso de tempo pra ele. Porque é um RPG e ainda por cima do South Park, deve ser apreciado com total cuidado.

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